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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Maracujá (Passiflora incarnata passifloraceae)

Existem cerca de 400 espécies espécies de maracujá. Muitas são trepadeiras ornamentais com gavinhas; algumas produzem deliciosos frutos. A maioria exige clima tropical a temperado quente, embora a P. incarnata seja uma das que mais toleram o clima frio. Caducifólia em áreas mais frias, pode sobreviver a congelamentos ocasionais.
Sendo uma planta selvagem, bem comum no sul dos Estados Unidos, era usada como tônico pelos índios e foi observada pela primeira vez por um médico ocidental em 1783. As folhas são palmadas, divididas em três a cinco lobos pontudos, planos e texturados, com margem serrilhada. As grandes flores perfumadas são violeta claro, com centro branco e uma coroa de fios roxos. Os frutos ovoides e amarelos, quando maduros, têm cerca de 5 cm de comprimento.

Plantio
Prefere solo leve e ácido e lugar quente e ensolarado, sendo uma excelente planta de estufa em lugares de clima frio.

Propagação
Semeie na primavera. Quando o solo já está aquecido. Ou propague por estacas semilinhosas do caule, no verão, ou por mergulhia.

Manutenção
Use treliça ou outro suporte e adube as plantas. Pode a trepadeira quando necessário, na primavera.

Pragas e Doenças
Em geral, é imune a pragas e, embora as passífloras sejam fonte alimentar importante do estágio de lagarta de muitas borboletas, elas não causam danos permanecem.
Colheita e Armazenamento
Colha as partes aéreas entre o meio e o fim do verão e seque ao ar livre para usar em preparados medicinais. Para uso culinário, colha os frutos no estágio "pendente".
Fitoterapia
Parte usada: Folhas:
Na medicina, o maracujá pode trazer benefícios imensos a estados nos quais a tensão nervosa e o estresse sejam fatores predominantes. ESta erva tem efeito calmante sobre a mente e o corpo e acostuma ser receitada para insônia em adultos e crianças, principalmente quando há dificuldade para adormecer.
Estudos preliminares corroboraram o uso tradicional do maracujá para tratar transtornos de ansiedade. Outras pesquisas elucidaram seu possível papel como medicamento de apoio durante o tratamento do vício de drogas narcóticas.
Os efeitos relaxantes e antiespasmóticos do maracujá também podem ser aplicados ao tratamento de sintomas digestimos, dores de cabeça tensional e dor neufrágica exacerbados pelo estresse e pela tensão.
Para uso seguro e adequado do maracujá, consulte seu médico.
Não use se estiver grávida ou amamentando.


Fonte de pesquisa: O Livro Completo das Ervas -  Seleções Reader's Digest

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estragão

O estragão-francês (A. dracunculus) é uma forma selecionada de sabor excepicional. Raramente dá sementes, em especial em clima frio, mas produz minúsculas inflorescências esverdeadas e esféricas. Suas folhas esguias e lineares são aromáticas, com fragrância e sabor complexos que misturam anis, manjericão e nuances resinosas.
O estragão-russo (A. dracunculoides) floresce regularmente e produz sementes viáveis. O sabor melhora quanto mais é cultivado, mas quando plantado de sementes, tem aroma balsâmico terroso.
O estragão-de-inverno ou estragão-mexicano (Tagetes lucida) é bem próximo so estragão-francês. Planta perene semirrobusta, com folhas aromáticas verde-escuras, lineares e finamente dentadas, produz no outono um espetáculo luxuriante de pequenas flores douradas, em cachos de até 75 cm.

Plantio
O estragão-de-inverno viceja em clima quente e úmido. O estragão-francês tem resistência ao frio e à seca e pode crescer tmabém no auge do verão. Porém, é suscetível à umidade elevada e vulnerável a doenças causadas por fungos. O recomendado é evitar regá-lo de cima.

Propagação
Propague o estragão-francês por estaquia de ponteiro na primavera e no início do outono, ou por divisão da raiz.

Manutenção
Desbaste regularmente, com a colheita, as plantas do estragão-francês. É importante remover os ramos mortos.

Pragas e doenças
O estragão é suscetível a nematódeos e a doenças fúngicas das folhas, como a ferrugem.

Colheita e armazenamento
Colha as folhas até meados do outono.

Fitoterapia
Estragão francês, estragão russo. Parte usada: folhas. Atualmente, o estragão é mais usado na culinária do que para fins terapêuticos. Ele contém um óleo essencial com fama de ter propriedades semelhantes às do anis, que é muito usado para tratar sintomas digestivos. O estragão-russo tem sido utilizado para estimular o apetite.
Em alguns países, o estragão é tradicionalmente usado para tratar sintomas de diabetes, pois alguns estudos científicos recentes parecem confirmar esse uso. Os estudos com realizados com cobaias animais, que eram diabéticos, verificaraam que o extrato alcoólico do estragão-francês baixa o nível de insulina e de açúcar no sangue.
Para uso medicinal do estragão, é importante consultar seu médico.


Importante: Não use em quantidade maior do que usaria caso esteja grávida ou amamentando.

Fonte de pesquisa: O livro Completo das Ervas, Seleções, Reader's Digest

terça-feira, 26 de julho de 2011

Alho



O alho divide-se em dois grupos: O "pescoço mole" (A. sativum var. sativum), que engloba todas as variedades comuns, e o "pescoço duro" (A. sativum var. ophioscorodon), que contém o alho-rocambole, que produz caules altos, sinuosos, e uma cabeça de bulbilhos (bulbos secundários que podem gerar novas plantas) misturados a plantas em miniatura. Sob a terra, gera um bulbo com 4 a 14 dentes.
O alho-bravo (A. triquetrum) tem folhagem e bulbos pequenos com sabor de alho e flores alvas estreladas em umbelas.
O alho-dos-ursos (A. ursinum) é uma espécie que cheira a alho, e se aproveitam as folhas e os bulbilhos.
O alho-de-espanha ou alho-mourisco (A. scorodoprasum) forma um grande bulbo basal que contém dentes enormes.
O alho-poró (A. porrum) é originário do Mediterrâneo.
O alho-poró-bravo (A. ampeloprasum) é perene e desenvolve um grande bulbo basal, que se divide em vários dentes.

Plantio
As principais espécies exigem solo bem arado e sem ervas daninhas, boa drenagem e muito sol.

Propagação
Plante o alho-poró, resistente ao frio e afins, pelas sementes. Propague o alho plantando os dentes na vertical, com a ponta aguçada coberta por uns 2,5 cm de terra.

Manutenção
Retire sempre as ervas daninhas, em especial no início do crescimento. Não regue de mais.

Pragas e Doenças
Os principais problemas são míldio e pulgão-preto. O alho é suscetível ao ataque de nematódeos (anguílula). Como é uma planta acumuladora, não use produtos químicos. Para limpar o solo de nematódeos, plante antes uma safra de cravo-de-defunto (Tagetes patula)

Colheita e armazenamento
Se está plantando as espécies pela folhagem aromática, use-as frescas. Colha as cebolas comuns a qualquer momento. Quando pararem de crescer, as ramas da cebola e do alho caem e murcham. Escolha um dia de sol para desenterrar os bulbos e deixe-os secar por alguns dias. Guarde em lugar seco e bem ventilado para evitar a podridão fúngica.

Fitoterapia
Allium sativum. Parte usada: bulbos. O consumo regular de alho, que é um potente antibiótico natural, ajuda a prevenir e tratar infecções pulmonares e combate a tosse e o resfriado. O efeito antimicrobiano do alho se estende ao intestino e ele é útil no tratamento de infecções gastrointestinais. Além disso, já se que a inclusão do alho na dieta tem efeito preventivo contra o câncer colorretal e do estômago.
O alho produz efeitos benéficos no sistema cardiovascular, muitos dos quais confirmados em estudos clínicos. Já se demonstrou que a suplementação com alho reduz o nível de colesterol, previne o enrijecimento das artérias e evita a formação de coágulos. Também ajuda a reduzir a pressão arterial, além de melhorar a circulação geral.


Texto retirado de: O Livro Completo das Ervas (Seleções - Reader's Digest)

Como Esponjas

Nós, seres humanos, somos como esponjas. Costumamos absorver coisas, como se a vida fosse uma poça de água e a absorvêssemos cada vez mais. Tudo que existe e nos cerca, sem querer, acaba sendo absorvido por nós. Por isso, é importante ficarmos atentos ao mundo que nos cerca, para que o nosso tempo seja gasto com coisas que realmente interessam e fazem bem.
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